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O MindFlow sempe trabalhou no sentido de inovar com todas as forças. Com o lançamendo do “MindFlow 365”, a banda inicia um projeto ousado no uso da internet e um grande desafio para a banda. O baterista Rafael Pensado conta mais sobre o projeto, como ele funciona e a maneira como é produzido, fala de sua formação e suas influências e como toca neste novo projeto.
O MindFlow está lançando um novo projeto, “MindFlow 365”. Como este projeto funciona?
Este novo projeto é algo totalmente inovador para nós. Como em todos os nossos trabalhos, não nos repetimos, e dessa vez não foi diferente. O projeto consiste em lançar uma música por mês durante um ano. A ideia é transmitir ao nosso público como e onde estamos musicalmente a cada mês. É sem dúvida um projeto extremamente desafiador para a banda e estimulante para os nosso fãs. Todas as músicas serão lançadas digitalmente, junto com uma identidade visual individual para cada uma delas. No final dos doze meses prensaremos o disco com material extra.
E como é a produção deste trabalho? Todas as faixas já estão compostas e gravadas, ou a banda produz uma faixa por mês?
As faixas não estão compostas, e isso é o mais desafiador. Temos um mês para compor, gravar, mixar e masterizar, fora a arte de cada música, que recebe tratamento individual. Desde o começo da banda sempre nos preocupamos em evoluir musical e tecnologicamente. A produção desta vez é 100% do MindFlow, e estamos muito satisfeitos com os resultados até agora. Há uma pessoa muito próxima da banda que também tem participado de tempo em tempo, que é o excelente engenheiro de som Guilherme Canaes. Mas devido à sua agenda sempre lotada ele não pode estar o tempo todo conosco. O mais importante de tudo é que estamos satisfeitos com os resultados, e os nossos fãs também.
O MindFlow trabalha de maneira independente desde sua formação. Você considera o mercado independente e a internet como a saída para a estagnação cultural que o mundo vive?
Definitivamente a internet é a melhor alternativa, mas não precisamente para a estagnação cultural. Isso é algo que estará presente em qualquer meio de comunicação de massa, como a rede, ao mesmo tempo que possibilita a propagação de qualquer fato no mundo em questão de minutos. Penso que qualquer artista está ciente de que hoje a internet é uma ferramenta indispensável de divulgação para novos fãs e atualização dos que já o são.
Como você compõem as partes de bateria para este trabalho?
Componho em conjunto com a banda. Todos opinamos, desde a linha dos instrumentos até o tema da foto do próximo mês. Sempre procuro tocar o que funciona melhor para a música, busco complementar os outros instrumentos e escuto as opiniões dos meus parceiros de banda. Não sei como funciona com outras bandas, mas para nós é uma ótima forma de nos manter envolvidos no que é melhor para a música.
Você mudou seu kit para a gravação do “365”? Como está o kit hoje?
Ótima pergunta! Eu nunca havia feito isso antes, mas agora preparo um kit para cada música. Nos outros discos eu mantive um mesmo kit durante as gravações. Desta vez decici mudar, para ter novas fontes de idéias. No entanto, ao vivo, levo um kit que cubra as necessidades de todas as músicas que estão no set list. Hoje uso dois bumbos de 22”, toms de 8”, 10”, 12”, surdos de 14” e 18” e caixa de 14x5½”. Uso quatro ataques de 18”, chinas de 12”, 18” e 20”, condução de 22”, dois chimbals de 14” e splashes de 8”, 10” e 12”.
O metal progressivo sempre influenciou sua maneira de tocar?
No começo eu gostava de rock em geral. Na escola, escutava muito Megadeth, Ozzy, Iron Maiden, e portanto bateras como Nick Menza, Deen Castronovo, Tommy Aldridge, Nicko McBrain eram grandes inspirações. Já na adolescência, comecei a me interessar por outras direções musicais, e o progressivo foi uma feliz descoberta para mim. Escutar bateristas como Neil Peart, Allan White, Terry Bozzio, Vinnie Colaiuta, Mike Portnoy, Jason Rullo, Gavin Harrison, entre muitos que poderia listar, foi extremamente inspirador, de uma forma que eu nunca havia ouvido antes. Musicalmente houveram outros músicos, além dos bateristas, que me inspiram. Músicos como Mark Knopfler e Dallas Green me chamam muito a atenção pela sua aproximação musical.
Fale um pouco de sua formação como baterista e músico.
Comecei a tocar bateria com sete anos de idade, numa escola no Planalto Paulista, aqui em São Paulo, chamada Fast Music, com um professor chamado Marcos Banana.
Depois disso comecei a tocar em bandas que tocavam covers de sons que escutávamos na época e nos apresentávamos em festivais de escola. Estudei tambémcom Carlos Ezequiel e Ivan Busic no Conservatório Souza Lima e fiz o curso de audio do CDA. Depois disso, estudei por alguns meses com o Aquiles Priester, sem dúvida uns dos bateras mais dedicados e competentes do cenário nacional.
Cerca de seis meses atrás comecei a estudar guitarra para desenvolver meu conhecimento harmônico.
O que você considera imprescindível para a formação e atuação de baterista na atualidade?
É muito importante tocar com outros músicos, ser o melhor músico que você possa ser, mas sem deixar de se divertir, e aprender o maior número de estilos musicais possível. Existem bateristas que são excelentes no que fazem porque tem segurança e confiança no trabalho próprio. Não se sinta intimidado por suas limitações, sinta-se inspirado pelas suas conquistas. Na minha humilde opinião não é questão do quão bem você toca, mas sim de o quão bem você se sente tocando.
http://www.myspace.com/rafaelpensado