Novo recordista de resistência tocando bateria


Phil Knight, baterista de 25 anos, um batalhador da cena londrina, acaba de quebrar o recorde de maior tempo tocando bateria. Ele tocou por 102 horas e 53 minutos, de domingo, 19/7, até quinta-feira, 23/7, usando um kit TD-20K, em um palco montado na Leicester Square, uma praça em Londres (Inglaterra). Ele tocou acompanhando playbacks, e só pode parar por cinco minutos a cada hora, para comer e ir ao banheiro.

“Não tenho certeza de como segui em frente”, diz o baterista, “mas o apoio da família e amigos, e das pessoas na praça, foi fenomenal”. Segundo o jornal inglêsThe Guardian, centenas de pessoas passaram pelo local para vê-lo tocar.

A inspiração de Phil para esta maratona foi levantar fundos para aHelen Bamber Foudation, uma organização que cuida de mulheres sobreviventes de violações dos direitos humanos.

Você acaba de quebrar o recorde de maior tempo tocando bateria. Como se sente? Qual foi sua inspiração para fazer isso?
Me parece que o evento inteiro foi um sonho, parece inacreditável que eu consegui mesmo. Não só pelo evento em si, mas houve tanto o que fazer para realizá-lo que me parece estranho voltar a tocar normalmente, sem ter que atender o telefone a cada cinco minutos para resolver alguma coisa. Minha inspiração foi a própria Fundação Helen Bamber e a história de uma garotinha que sobreviveu a uma operação de tráfico de pessoas. Sua história me tocou de verdade e me senti na obrigação de fazer alguma coisa por ela e por incontáveis outras que estão sujeitas de horríveis crimes contra a humanidade.


Como você se preparou para esta quebra de recorde?
Minha preparação foi o próprio trabalho. Toco com dois artistas principais,Desi ValentineeChristina Novelli, e ambos tem contratos com agentes, então eles tem me mantido bastante ocupado. Também sigo fazendo meu trabalho como freelancer para outras bandas e dando aquelas aulas. Acabou que fui direto para o evento depois de trabalhar sete dias na semana.

Fale um pouco de seus outros trabalhos.
Como eu disse, sou mesmo sortudo de trabalhar com Desi e Christina, eles são grandes artistas, mas eu também toco com bandas de baile, covers e um coral gospel, e muitos trabalhos aparecem, com diferentes bandas e cantores. Também fiz alguma coisa em teatro em fevereiro deste ano, o que foi muito divertido.

Quais perspectivas você acredita que a quebra do recorde pode abrir?
Acredito que qualquer músico preciosa fazer algo que o destaque, então o fato de eu ter quebrado o recorde mundial deixa as pessoas um pouquinho mais interessadas em mim quando vou a uma audição ou mando meu corriculo para algum agente. Isso pode abrir algumas portas.


Aqui no Brasil há pessoas que acreditam que seja mais fácil trabalhar como músico na Europa. Você concorda?
Me parece que isso está em todos nós, de pensar que a grama é mais verdinha do lado de lá da cerca [risos]. Mas me parece sim que é um pouco mais fácil ser músico na Europa,por causa dos baixos preços das passagens aéreas. Se você tem dois shows, em dois dias, em diferentes países, é razoavelmente fácil de pegar os dois.

Qual é a sua formação como músico?
Eu comecei a tocar bateria há quatro anos, simplesmente tocando em minha TD-6V Roland em cima de discos e mais discos. Assisti montes de vídeos sobre tocar bateria e sempre tentei copiar o que aqueles caras estão fazendo. Meu baterista favorito ainda é Chad Smith, e eu adoraria encontrá-lo um dia e dizer “obrigado”.

 


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