Extremo de Corpo e Alma


Assim é a opção de Caio D’Angelo, extrema como sua música. Desde os 12 anos ele faz o que gosta atrás da bateria: “Toco esse estilo desde criança, então já estou acostumado a descer a porrada na batera”. Agora a banda Claustrofobia (com seu irmão Marcus D’Angelo na guitarra e vocais, Daniel Bonfogo no baixo e backing vocal, e Alexandre De Orio na guitarra) está terminando a gravação do quarto álbum, “I See Red”, e se preparam para mais uma turnê pela Europa.

Como foram as gravações de “I See Red”, o novo álbum do Claustrofobia?

Caio: “I See Red” é nosso quarto álbum de estúdio e com certeza o melhor disco da banda até agora. Apesar do disco ter sido gravado em apenas treze dias, o resultado final está extremamente profissional.
As composições funcionam assim: eu e meu irmão Marcus D’Angelo (vocal e guitarra do Claustrofobia) fazemos o esqueleto das músicas e depois os outros integrantes chegam com algumas ideias e completam a massa sonora. Eu crio alguns arranjos de bateria sozinho e meu irmão encaixa os riffs, ou o contrário, meu irmão aparece com os riffs e eu encaixo as baterias. O estúdio em que gravamos foi o Mr. Som, com a produção de Cristiano “Alemão” Schneider, que fez um trabalho que superou nossas expectativas.

A banda sairá em turnê pela Europa de novo este ano? Como é a recepção das bandas extremas brasileiras por lá?

Caio: Até agora já estamos com trinta shows marcados, e a meta é chegar aos quareta e cinco shows. Passaremos por vários países: Alemanha, França, Áustria, Polônia, Finlândia, Croácia, Grécia, Romênia, Bulgária, Lituânia... Quem quiser conferir a agenda completa, com mais detalhes, acesse www.myspace.com/claustrofobia
Na Europa em geral todos respeitam e gostam muito das bandas brasileiras, pois com certeza no Brasil estão as melhores bandas de metal extremo do mundo. Muita gente, só de saber que vai tocar uma banda brasileira, fica numa grande expectativa. Muitos vem conversar com a gente e todos curtem os shows do começo ao fim. Além de sempre comprarem CDs, camisetas e o que tiver no merchandising [risos].

Por que há esse respeito pelas bandas brasileiras na Europa?

Acredito que é por causa de todas as bandas brasileiras apresentarem um som mais selvagem que as outras. Como aqui é terceiro mundo, é muito mais difícil comprar instrumentos, montar e manter uma banda de metal e viver da música extrema. Então, quando você consegue fazer tudo isso e sobe no palco, tem uma energia muito mais forte e mais selvagem para transmitir.

Você entrou na banda aos 12 anos. Além do Claustrofobia, em quais outros trabalhos atua?

Caio: Estou na bateria da banda desde os 12 anos e minha vida é focada e dedicada ao Claustrofobia. Porém já toquei em bandas covers, como free-lancer, além de ter outra banda em que toco guitarra e faço vocal, mais para a praia do punk e hardcore. Mas é uma banda de protesto, e não vamos revelar muito. Logo vai sair o disco e a galera vai descobrir quem somos. Também estou com um projeto novo com o guitarrista Tadeu Diaz e o baixista Gabriel Gabira, que mistura HipHop com Metal, Groove e Rock’n’Roll. Esse projeto logo mais será anunciado, estamos só selecionando um vocalista.

Então você também toca um instrumento harmônico. Qual a importância de o baterista estudar um instrumento harmônico?

Não é uma coisa que se é obrigado a estudar, mas eu sou a prova de que ajuda muito. Se você souber o que o guitarrista, por exemplo, está tocando, é bem mais fácil de compor, por entender o que os caras estão tocando, onde se encaixam as palhetadas. Ou se o guitarrista está tocando um tempo quebrado, você pega mais fácil. Você entende o que está acontecendo, não fica só criando uma bateria em cima da música deles. Além do quê, e já aconteceu antes, eu posso criar o riff na guitarra, já com a bateria, e entregar a ideia pronta para os outros músicos aperfeiçoarem e colocar a pegada deles, e sai uma música que é minha composição também.

O rock extremo exige cada vez mais velocidade (e técnica, consequentemente) dos bateristas. Essa corrida técnica não te incomoda?

Caio: Me incomodar, não incomoda. Toco esse estilo desde criança, então já estou acostumado a descer a porrada na batera, com velocidade, punch e, o principal, aquilo a que mais me dedico, é sempre buscar a originalidade e criar coisas novas. Para mim, enquanto toco metal extremo, considero a bateria como um esporte mesmo, que exige muito preparo físico e mental, e resistência. Não é fácil fazer um show de uma hora e meia tocando thrash ou death metal sem perder a pegada e a velocidade. Com certeza tem que estar bem preparado e gostar muito do que faz.

Caio D`Angelo é endorsado Orion Cymbals, baquetas Alba, Pad`s AC Protection e Bauer Percussion.

www.myspace.com/claustrofobia

 


Comentários

Sobre o site | Política de Privacidade | Contate-nos | 2009 OBaterista.com