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Groovando com Celso Pixinga


O drum’n’bass entrou definitivamente para o universo da música instrumental, trazendo novos ares, maiores desafios e refrescando a música. Espere aí... Refresco? Ninguém tem moleza no novo álbum de Celso Pixinga, “Four”, muito menos o baterista Hélio Ishitani, que solta bases rápidas e precisas, acompanhando as alucinadas linhas do baixo de Celso Pixinga. Ele nos conta como foram as gravações, de como é trabalhar com Celso e sobre a bateria que usou.

Como foram as gravações do álbum “Four”, de Celso Pixinga?
As gravações ocorreram em dois dias no Pró Studio, aqui em São Paulo. Tudo correu super bem e super rápido. Antes da gravação fizemos alguns ensaios e alguns shows. Algumas musicas do CD já estavam no repertório e outras o Pixinga trouxe no dia e fizemos na hora mesmo. Alguns dos samples também foram criados na hora pelo meu irmão, Marcelo “Narita” Ishitani, que ajudou na produção junto com o Pixinga. Tudo foi muito espontâneo, o Pixinga cria muita coisa na hora, então a gente se olhava, ou ele dava a idéia antes de chegar na parte da másica e fomos tocando e ja gravando.

Há muito drum’n’bass e muitos grooves no álbum. Como você criou estes grooves?
Há muitos grooves sim, tentei criar alguns grooves que combinassem com o que estava acontecendo na música, além dos samples, grooves de baixo, piano e sax. Alguns grooves o Pixinga me dava uma ideia do que ele tinha em mente pra música.


Qual foi o maior desafio técnico durante as gravações?
O maior desafio foi passar a espontaneidade para a bateria, ter as idéias na hora, fluir junto com a música. Quando você sabe o que vai acontecer já pensa em algum groove, mas quando é espontaneo surgem coisas novas a todo instante.

Qual equipamento que você usou nas gravações (qual bateria, pratos, acessórios, etc.)?
Usei uma bateria Pearl Master Custom Maple com bumbo de 18", toms de 10", surdos de 14" e 16". As caixas foram uma Pearl Steve Ferrone de 14", uma Pearl de 10" e uma Pearl Master Custom de 14". Os pratos foram os seguintes: chimbal Zildjian New Beat de 13", splashes Zildjian K de 8" e 12", conduções Zildjian K Custom Dark de 20" e K Special Dry Ride de 21", ataques Istambul Dark Crash de 16" e Sabian Saturation Crash     Signature Virgil Donati de 18", chinas Wuhan de 12" e Zildjian K de 17". Usei também uma pandeirola LP.


Em quais outros trabalhos você está envolvido hoje?
Atualmente toco na banda Oficina Latina de Pop e acompanho a cantora Laura Finocchiaro. Na Oficina Latina tocamos música pop latino-americana (Juanes, Shakira, Mana, Gloria Estefan...) e também rolam algumas salsas. Se alguém quiser conferir, tocamos todos os sábados no Rey Castro Cuban Bar (www.reycastro.com.br). No trabalho com a Laura Finocchiaro rola samba, bossa nova, funk, grooves latinos... Mas tudo com pitadas modernas. Ela vem de vários trabalhos com musica eletrônica. Aliás, gravei o ultimo CD dela, que foi o primeiro gravado com banda mesmo.

Saiba mais sobre a carreira e trabalhos de Hélio Ishitani: www.myspace.com/helioishitani


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