2010: uma odisséia eletrônica

por Mike Maeda


Neste ano, as fábricas de instrumentos musicais estão caprichando na quantidade de lançamentos, recheando as vitrines das lojas com brinquedinhos bacanas para os músicos. De baterias eletrônicas a samplers de vídeo, de sistemas de gravação em altíssima resolução a microfones super sensíveis, a indústria do entretenimento musical está sendo dominada pelas novidades tecnológicas. E esse fenômeno high tech é fomentado inclusive pelos departamentos comerciais de gravadoras e produtoras – mesmo por que os clientes estão cobrando cada vez mais os benefícios da eletrônica e informática.

Essa tendência de adoção maciça de tecnologia tem provocado uma revolução no mundo da música com reflexos diretos nas músicas, shows, gravações e até no tipo de equipamento consumido pelos músicos.

Por isso, a dica é não encarar essa mudança com preconceito. Ao contrário, preste atenção nas novidades. Toda esta variedade de equipamentos são ferramentas que visam facilitar a técnica musical e estimular a criatividade de composição. Jamais os músicos ou compositores serão substituídos por computadores. Afinal, as máquinas não possuem ouvido e a sensibilidade perceptiva de um ser humano.

Vale lembrar que essas novas interfaces digitais democratizam o uso e, consequentemente, a divulgação de bandas, músicos, intérpretes, etc. Ou seja, o baixo custo tecnológico, em relação ao passado, permite o acesso de qualquer pessoa aos benefícios da qualidade e praticidade em uma produção musical. Isso contribui para a divulgação da música através de redes sociais – como Orkut, Facebook, Myspace, YouTube e Twitter –, distribuições independentes, criação de selos, integração cultural e autonomia de produção.

Portanto, aos bateristas tecnofóbicos, tratem de se curar. E rápido! É praticamente obrigação do músico, no mercado atual, saber utilizar os "botõezinhos" dos variados recursos existentes por aí. Não tenham medo. Toda esta "parafernália de tecnologia" são práticas, fáceis de usar e, mais importante, simulam perfeitamente todas as ações de movimentos, técnicas e timbres. Já faz algum tempo, com o desenvolvimento dessas tecnologias, que os músicos podem recriar digitalmente seus instrumentos com perfeição.

Mas cuidado! Como já foi dito, não ache que as máquinas são capazes de tudo. Processadores digitais são apenas ferramentas pragmáticas e não sinônimo de trabalho bem feito. Sempre a "pecinha" que estará por trás do comando será a chave de tudo.

Por enquanto, ainda não inventaram equipamentos capazes de reproduzir o bom gosto.


Mike Maeda é baterista e produtor musical, bacharel em instrumento (bateria) pela faculdade uniFMU/FAAM e formado em bateria pela EMT (Escola de Música & Tecnologia). É gerente de produtos da Staff Drum e integrante da banda Líris. Também é especialista em áudio e Pro-Tools formado pelo IAV (Instituto de Áudio e Vídeo). É endorsee das marcas: Staff Drum, Le Son, Octagon Cymbals, Hellocases e Batera Clube. Contato: www.myspace.com/mikemaeda ou www.liris.com.br.


Comentários

Sobre o site | Política de Privacidade | Contate-nos | 2009 OBaterista.com