
Independência entre caixa e bumbo – Parte 2
Por Renan Bozute
Nesta seção abordaremos uma variação de fraseado entre caixa e bumbo, respeitando o padrão de tocar o chimbal em semínimas e nos tempos dois e quatro. Pensaremos agora com a caixa no tempo 1, seguida de uma sequência de bumbos no tempo 2 e 3, e novamente a caixa no tempo 4, conforme indica a partitura.
Se interpretarmos o fraseado sem o auxílio do pé esquerdo, ou sem a pulsação interna do tempo, podemos nos confundir e entrarmos no conceito de deslocamento (abordado por Alexandre Damasceno nesta mesma coluna do site). Teremos a impressão de que a segunda frase (lição 2) soa como a primeira (lição 1), principalmente nas figuras musicais que possuem mais notas por tempo (sextinas e fusas), tornando o pulso ilusório, como se estivesse em outro lugar, podendo enganar ouvinte ou até mesmo nos enganar. Portanto, ouça e fique atento.
Toque cada figura com articulação e respeito aos ritornelos para uma maior limpeza sonora. Execute de forma progressiva e regressiva, conforme citado na lição 1, e com o auxílio do metrônomo.
Há diferentes digitações que podem ser sugeridas aqui, tendo como a base a legenda: D - mão direita, E - mão esquerda e B - bumbo. Logo, para melhor aproveitamento do exercício, executaremos das seguintes maneiras:
D B B E;
E B B D;
D B B D; e
E B B E.
Bom estudo!
Renan Bozute é baterista e professor. Cursou o Conservatório Souza Lima e o C.O.M, ministra aulas particulares e no Centro Musical Morumbi, coordenado por Lauro Lellis. Realiza gravações em seu próprio estúdio e já tocou com Gil Semedo, Carla Maués, David Silva, Circuladô de Fulô, Miltinho Forró de Viola, Luciana de Gramon, Heitor Branquinho, Banda Bubbles, Action, Fuga da Lula, Luxúria da Língua, Daniel Andrade, Super Somma, André Garibaldi (Circuladô de Fulô) e Léo Mancini (Shaman). É líder do grupo de música brasileira e jazz Brasimental. Contato: renanbozute@gmail.com